Resenha #46 - Por Lugares Incríveis (Jennifer Niven)

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Título original: All The Bright Places
Editora: Seguinte
Ano: 2015
Tradução: Alexandra Esteche
Páginas: 336


Dois jovens prestes a escolher a morte despertam um no outro a vontade de viver.

Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família.                                                              
Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.



Por Lugares Incríveis conta com dois protagonistas totalmente diferentes e que mesmo assim se tornam perfeito um para o outro, e como diz no início da sinopse, ao encontrarem-se naquela torre do sino do telhado, um desperta no outro a vontade de viver.

Ao terem que conviver para conhecerem os lugares incríveis de Indiana, Finch e Violet irão se conhecendo e descobrindo um ao outro e aos poucos começa a surgir um bonito sentimento entre os dois, um amor puro e profundo. 

Quando começam as andanças pelo estado de Indiana, Finch e Violet criam uma lista de orientações do que terão que fazer em cada um desses lugares. Terão que aprender a ler mapas, não terão distinção dos lugares que vão escolher visitar, e eles terão que deixar alguma coisa deles nesses lugares, pois isso é uma prova de que estiveram lá e de manter uma parte deles lá.

Os lugares que Theodore e Violet vão conhecer em Indiana vão dos mais simples, como o ponto mais alto da cidade, até lugares realmente diferentes. Não vou falar muito dos lugares, pois é divertido conhecê-los junto com os personagens, mas o mais legal é que absolutamente todos existem. Ao final do livro encontramos um mapa do estado e uma lista sobre os lugares que visitaram. 

O livro é narrado sob em primeira pessoa tanto pela Violet e pelo Theodore, a autora soube muito bem dar o tom para as duas narrativas. Seus protagonistas são bem construídos e profundos, Violet é forte e corajosa, mas se sente frágil após a morte da irmã, já Finch é divertido e sarcástico, mas usa isso como uma máscara para se proteger de quem é por dentro. Ele possui problemas de depressão e bipolaridade, mas não gosta de rótulos e não quer que eles o definem.

"Pela primeira vez, não quero ser outra pessoa além de Theodore Finch, o garoto que ela vê. Ele sabe como é ser elegante e eufórico e cem pessoas diferentes, a maioria imperfeita e burra, parte babaca, parte problemático, parte aberração, um garoto que quer ser fácil de lidar pras pessoas à volta pra que não se preocupem com ele e, principalmente, fácil pra si mesmo. Um garoto que pertence - aqui neste mundo, aqui na própria pele. Ele é exatamente quem eu quero ser e o que quero que meu epitáfio diga: O garoto que Violet Markey diga." 

Theodore procura formas de suicídio e achei extremamente interessante, porque ele lista algumas curiosidades sobre diferentes métodos, alguns dados históricos e sobre sua eficácia. A autora fez um excelente trabalho de pesquisa para escrever o livro. Também há referência a várias obras de outros autores, em especial sobre Virgínia Wolf, alguns trechos de sua obra são de extrema importância em alguns momentos da história.

O livro trás um ponto de reflexão muito importante sobre o suicídio e que a autora quis pontuar bem. Em sua nota ao final do livro, ela conta que teve a sua própria motivação ao escrever essa história. Muitos condenam quem comete suicídio, dizem que a pessoa foi egoísta, pois decidiu pôr um fim a sua vida enquanto outras pessoas não escolhem morrer, a vida simplesmente lhe é tirada. O livro nos faz questionar e refletir sobre isso, será que que comete o suicídio tem realmente essa escolha? Nos faz pensar além do estigma que existe em torno do suicídio e dos transtornos mentais. Não vou dizer que concordo com o suicídio, mas esse livro me fez refletir bastante sobre isso. 

" - Um dia perfeito. Do início ao fim. Quando nada de terrível ou triste ou comum acontece. Você acha que é possível."

Por Lugares Incríveis me fez sorrir, me apaixonar pelos lugares e ter vontade de sair fazendo andanças e descobrir os lugares incríveis do meu estado. Me apresentou a um casal único e cativante. Me fez refletir e ver o quanto alguns transtornos mentais podem ser sérios, e se a pessoa não tiver a atenção da família pode tomar rumos impensáveis. O livro trás algumas reviravoltas que me fizeram chorar. A autora me fez ter vários sentimentos ao longo da leitura, e muitos ao mesmo tempo. A narrativa da autora é leve e fluida, mas bem profunda, e nos trás reflexões sobre o amor, a amizade, sobre ser nós mesmos, seguir adiante depois de uma tragédia e sobre a vida de uma forma ampla.

Ao final do livro há alguns números de telefones de clínicas e associações que ajudam pessoas com transtornos mentais, telefones para denúncias de violência e bullying. Gostei bastante desse cuidado que a editora Seguinte teve.

" - Aprendi que existem coisas boas no mundo, se você procurar por elas. Aprendi que nem todo mundo é uma decepção, incluindo eu mesmo." 




Essa resenha atende ao:
*2015 Reading Challenge - Tema 44. Um livro originalmente escrito em outra língua
*Desafio Literário Skoob 2015 - Junho: História com casais 







Leituras do Mês #9 - Maio/2015

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Oi pessoas lindas, tudo bem?

Antes tarde do que nunca, estou vindo aqui falar sobre minhas leituras do mês para vocês. Em maio eu li 6 livros, um pouco menos do que os último meses que eu estava lendo 9/10 livros. Comecei o mês super bem, mas depois fui diminuindo o ritmo, isso em parte por uma ressaca literária e também por causa das séries da Netflix.

Mas enfim, vamos deixar de enrolação e ver o que eu li durante o mês... também foi um mês de poucas resenhas. Mas aqui vocês vão poder saber um pouco melhor minha opinião.




Um Herói Para Ela (Lu Piras) - Comecei o mês lendo esse livro por causa de um evento em que a Lu participaria. Achei o livro lindo... um romance entre duas pessoas completamente diferentes, Bianca que possui o sonho de ser roteirista, e Salvatore, um anti-herói e com uma vida bem misteriosa. O livro fala muito sobre escolhas e ser quem verdadeiramente é, e ser dona da sua própria história. A diagramação do livro é super lindinha, com desenhos de coisas relacionadas ao mundo do cinema a cada início de capítulo. Nota: 5/5 e favorito.

A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar (Esther, Lori e Wayne Earl) - Esse é o livro da menina que inspirou Hazel Grace em A Culpa é das Estrelas. O livro é lindo e emocionante, a diagramação é perfeita. A Esther foi uma menina incrível e feliz. E mesmo com a doença, sempre foi uma menina corajosa e disposta a fazer tudo pelos outros. Nota: 5/5 e favorito. Resenha




Correr ou Morrer (James Dasher) - Esse é o primeiro livro da saga Maze Runner e nossa, não acredito que demorei tanto tempo para ler. Estou com o livro emprestado há mais de 1 ano, e só fui ler mês passado e nossa, adorei. Adoro distopias e adorei a forma como essa foi construída, o mistério da clareira e o porque ela foi construída, o labirinto, os verdugos, os clareanos. O Thomas é um personagem bastante interessante e inteligente. Até o vocabulário dos meninos, que no início achei estranho, depois me acostumei. Preciso ler o próximo, apesar de ter visto algumas opiniões, que o segundo livro é bem chatinho. Nota: 5/5.

Por Que Indiana, João? (Danilo Leonardi) - É um livro leve e bem fluido, e trata bem do tema do bullying e suas consequências. Mas em alguns momentos eu achei algumas atitudes do João bastante exageradas. Nota: 4/5.




Harry Potter e a Pedra Filosofal (J.K. Rowling) - Estou relendo os livros de Harry Potter para um projeto, que é o (Re)Lendo Harry Potter que em todo mês acontece um Hangout dos livros no Canal Ultraviolet da Gleice Couto. O primeiro Hangout foi bem divertido e estou animada para o próximo (embora ainda não tenho começado a ler HP e a Câmara Secreta). Adorei poder entrar de novo nesse mundo mágico, embora esse primeiro livro não seja um dos meus favoritos... é muito legal o Harry entrando em contato com o mundo dos bruxos e Hogwarts. Nota: 4/5.

Não Pare! (FML Pepper) - Simplesmente amei esse livro. Com personagens bem construídos e um mundo novo bem desenvolvido, a autora soube me ganhar desde o início. A história tem muita ação, fantasia, mistérios e tudo o que eu gosto. Nota: 5/5 e favorito. Resenha



Então gente, essas foram as minhas leituras de Maio, não foram tantas iguais aos meses anteriores, mas ótimas leituras. Já leram algum desses ou tem vontade? Me contem nos comentários.






Dicas da Semana #14 - Cenas de dança em filmes

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Oi gente, tudo bem? 

Domingo é dia de Dicas da Semana. E como eu já falei por aqui, eu adoro filmes de dança, mas definitivamente não sei dançar. Então hoje eu quis dar uma animada aqui e dar dica de filmes que tenham cena de dança, e nada melhor do que mostrar os personagens dançando, não é mesmo?


1. Footlose (2011)



2. Uma Garota Encantada (2004)




3. As Branquelas (2004)



4. De Repente 30 (2004)




  • 5. Ela dança, eu danço 3 (2010)



    6. Dance-Off (2014)



    7. StreetDance (2010)




    Então gente, essas foram algumas das minhas dicas de dança em filmes. Adoro filmes com batalhas de dança e eu tentei não mostrar a cena final de dança de vários dos filmes, para quem quiser ver, ter o gostinho da surpresa.

    Recomendo todos os filmes da franquia "Ela Dança, Eu danço", são todos muito bons. StreetDance também é ótimo e tem essa dualidade de dança de rua e balet que é bem legal. Gosto muito dessa cena de Thriller em "De Repente 30". 



      Capas Temáticas #10 - Capas com neve

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      Oi gente, tudo bem?

      Olha quem voltou e agora voltou de vez, isso mesmo, a coluna de Capas Temáticas. Vou manter o esquema antigo, a coluna dividindo os sábados com Mostre Sua Estante.

      E como amanhã começa a melhor estação do ano, e como eu sempre desejei que tivesse neve aqui no Brasil (tá, eu sei que em algumas cidades na serra gaúcha tem, mas eu moro no Rio de Janeiro), o tema de hoje será: capas com neve... e sempre tem capas muito bonitas.

      Então, vamos conferir o que eu separei para vocês?

      Essa coluna tem por objetivo mostrar capas de livros com características semelhantes. A ideia original do post é do blog Sem Spoiler.

      - Clique nas imagens para ampliá-las -




      1. A Bússola de Ouro (Phillip Pullman) - Acho as capas dessa trilogia muito bonitas, especialmente essa. O urso polar como um fundo da capa e as montanhas de neve em baixo, as pessoas e o balão, acho que tem bastante a ver como a história. Eu adoro o filme, mas tenho muita vontade de ler o livro.

      2. A Curiosidade (Stephen P. Kiernan) - Pode não parecer muito, mas é neve. Achei essa capa super bonita, ele parece uma pintura. Adorei tudo nela, desde as pegadas na neve, a sombra da pessoa, o título e até aquela sombra mais clara no canto esquerdo, que parece até um sol no meio de uma tempestade de neve. A premissa do livro também parece ser super interessante.

      3. Esquecer o Natal (John Grisham) - Em muitos países, o Natal está bem relacionado com neve. E nossa, como é lindo, aquelas casas enfeitadas para o Natal e a rua cheia de neve (sonho). Dessa forma, não podia faltar uma capa natalina. Adorei as casinhas da capa, com o telhado coberto de neve, e os bonecos de neve. Ficou bem fofinha. 




      4. Gelo Negro (Becca Fitzpatrick) - Acho essa capa simplesmente linda. Acho que o título Gelo Negro remete bastante a capa. O branco do gelo e o negro do céu a noite. Achei a combinação maravilhosa.

      5. Jardim de Inverno (Kristin Hannah) - Acho essa capa linda e delicada. Esse capa meio embaçada, representando uma nevasca, as árvores desfolhadas, a borboleta na frente e as pessoas andando mais ao fundo. Nunca li nada da Hannah, mas tenho muita vontade.

      6. Neve (Orhan Pamuk) - Achei a capa simples, mas muito bonita. Também gostei do contraste entre a neve e as árvores desfolhadas e esse fundo. 




      7. O Domínio do Lobo (Patricia Briggs) - Eu adoro lobos e acho as capas dessa trilogia maravilhosas, mas essa é a minha preferida da trilogia e também da lista de hoje. Acho essa linda, toda branquinha e fofa. 

      8. O Voo da Libélula (Michel Bussi) - Adorei essa capa, a libélula em primeiro plano e as montanhas de neve embaixo, devem ter bastante a ver com a história. Esse livro parece ser bem envolvente pela premissa e com várias questões morais, estou com muita vontade de ler.

      9. Sangue na Neve (Lisa Gardner) - Correndo o risco de ser repetitiva (muito), eu adoro essa capa e pessoalmente ela é ainda mias bonita. Adoro essa junção da neve com o céu, a silhueta da pessoa correndo e esse vermelho no título e no nome da autora em contraste está ótimo. Adoro esse livro e super recomendo para quem gosta de romances policiais. (Resenha)




      10. Criança 44 (Tom Rob Smith) - Essa e a próxima capa, além de terem neve, tem outra característica, ela é sangrenta. E eu já disse? Gosto de capas sangrentas (a louca) e o vermelho do sangue contrastando com o branco da neve é incrível (calma gente, não sou louca), também adoro essas arvores e os trilho do trem. O livro é baseado em uma história real de um assassino em série Russo, não tem como ser mais frio do que isso. 

      11. Escola Norturna: O Legado (C.J. Daugherty) - Gosto muito das capas dessa série, elas parecem ser meio desenhadas, não sei explicar. 



      Então é isso gente, essas foram as capas de hoje. Além das capas, as história tendem a ser mais frias e sombrias, mas gosto muito de histórias assim, e eu amei todas essas capas. E enquanto eu fazia o post lembrava de várias outras... tem bastante capas com neve.

      E então, o que acharam? Gostaram das capas? Já leram algum desses livros, o que acharam?

      No Desafio Literário que estou participando, o tema de Julho é Inverno (histórias que passem em um lugar frio, capas que remetem ao inverno). Qual desses livros vocês acham que eu deveria ler?











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